HISTÓRIA E VESTÍGIOS LUSÓFONOS NO
BARHEIN
O Barhein tem uma posição privilegiada para servir nos tempos mais antigos como entreposto comercial entre a arábia e a mesopotânia. Tal como o Qatar já tinha uma população cristã no séc. VII mas aceitou bem a islamização. Manteve-se pois vassalo dos Califados Omiadas e Abássidas até ao séc.XI. Depois da queda do ultimo Califado alternou entre períodos de autonomia e dominio por parte dos Sheiks do Golfo Pérsico. Em 1487 os Omanitas conquistaram o Barhein e construiram um forte, sendo anos mais tarde expulsos pelo rei de Ormuz. Quando este rei se tornou vassalo de Portugal, o Barhein foi ocupado também por tropas portuguesas, as quais se concentraram no forte da cidade do Barhein e no forte da ilha de Al Muharraq. Os Turcos que tentavam contrariar o domínio português no Golfo Pérsico atacaram diversas posições portuguesas entre as quais o Barhein em 1559; contudo apesar de um cerco de vários meses foram forçados a retirar pela resistência dos defensores. No entanto, muitos anos mais tarde, em 1602, aproveitando algum enfraquecimento das posições portuguesas os habitantes do Barhein conseguem numa revolta expulsar as forças militares portuguesas. Receando uma reconquista portuguesa, colocam-se sob a protecção da Pérsia que envia para a ilha tropas, terminando aqui definitivamente o domínio de Portugal.
O forte situado na cidade do Barhein ainda hoje existe, chamando-se Qal’ At Al-Bahrain. Na ilha de Al Muharraq existem 2 fortes, um dos quais restaurado, que se chamam Qal'at Abu Mahir e Qal’ At Arad.
