HISTÓRIA E VESTÍGIOS LUSOFONOS NO

QUÉNIA


O primeiro contacto directo entre os postugueses e as populações da faixa costeira do Quénia acontece em 1498 na primeira viagem de Vasco da Gama para a India. Aqui ele encontra populações de origem árabe e um sultanato há muito estabelecido. É de ressalvar que desde o século VII depois de Cristo já rumavam a estas paragens os mercadores de origem árabe. Depois de não terem sentido um bom acolhimento noutros locais da costa, os portugueses receberam do Sultão de Melinde o apoio que buscavam para a conclusão da sua viagem até à India, sendo colocado à sua disposição um piloto conhecedor dos mares e da restante viagem. Este sultanato será quase de uma forma intermitente, o maior aliado, senão, a determinada altura, o melhor vassalo de Portugal nestas paragens. Nesta cidade será em 1502 instalada uma feitoria; um capitão também terá aqui residência, cuja incumbência será a de controlar o comércio marítimo da região, vendendo "cartazes" de navegação, além de assegurar o monopólio real dos produtos importados como o marfim.

Para eliminar potenciais concorrentes a este monopólio e controlo que se queria estabelecer, os portugueses conquistam mais tarde a cidade de Mombaça e constróem o Forte de Jesus (1593), além de outros fortins de apoio. Esta cidade será tomada e retomada diversas vezes ao longo da sua história. Em 1698 será tomada pelos Omanitas, que já haviam expulsado os portugueses do seu país, fechando-se assim o ciclo do dominio de Portugal nesta região.  Nas ilhas Pate, Faze e Lamu foram tambem estabelecidas feitorias, algumas fortificadas, onde residiam importantes comunidades portuguesas. Com a invasão Omanita de 1698 também estes territórios passam para o seu dominio. A costa mais a norte do que é hoje a Somália, que fora vassala de Portugal sofre o mesmo destino. Em Março de 1728, os portugueses voltam a reconquistar Mombaça para logo em Outubro de 1729 a voltarem a perder para nunca mais voltarem.

Muitas palavras da lingua portuguêsa são o maior legado de Portugal nesta paragens, além do icone que é o Forte Jesus em Mombaça, no qual está instalado um museu e é local de visita de muitos importantes dignatários, tanto nacionais como internacionais.